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CINCO MUSEUS PARA DESCOBRIR NAS TERRAS DE TRÁS-OS-MONTES

Na semana em que se celebra o Dia Internacional dos Museus, cinco espaços museológicos das Terras de Trás-os-Montes uniram-se para comemorar a data. Sob o mote “Museus hiperconectados:  novas abordagens, novos públicos”, temática definida pelo Conselho Internacional de Museus, estes locais propõem um programa para aproveitar o próximo domingo da melhor maneira. O programa inclui almoço e transporte e está limitado a um número máximo de participantes.

Confira esta  proposta e descubra a história e a estórias que estes espaços têm para contar.

 

 

  • MUSEU MUNICIPAL DA OLIVEIRA E DO AZEITE 

O Museu da Oliveira e do Azeite, funciona nas antigas instalações da Moagem Mirandelense. No pavilhão central da Antiga Moagem está exposta uma réplica de um antigo Lagar de Azeite, há também  um módulo dedicado à Oliveira, onde o visitante poderá assistir a um vídeo relacionado com a fauna e flora associada à oliveira.

Fotografias, sonoridades e outro material etnográfico sobre a atividade da apanha da azeitona e produção de Azeite são outros dos elementos que compõem o espólio deste espaço. No primeiro piso dão-se a conhecer as diferentes  utilizações do azeite tanto na  gastronomia, como na indústria farmacêutica, iluminação, aquecimento, cosmética e indústria conserveira.

O museu da Oliveira é ainda composto por um auditório, uma loja, um espaço de esplanada e cafetaria.

 

  • MUSEU MUNICIPAL ARMINDO TEIXEIRA LOPES 

Inaugurado em 1981 está instalado no Centro Cultural de Mirandela.
Os herdeiros do seu patrono, o artista plástico mirandelense Armindo Teixeira Lopes, doaram um importante legado artístico que se encontra neste espaço e que constitui o seu fundo permanente, paralelamente com outras ofertas pontuais e compras efetuadas pelo Município.
O acervo do Museu é constituído por obras de arte contemporânea, fundamentalmente do século XX, na sua maioria portuguesa. Estão representados no museu, artistas do maior prestígio nacional e internacional sendo de destacar, entre outros, os seguintes nomes: Armindo Teixeira Lopes, Gil Teixeira Lopes, Hilário Teixeira Lopes, Nadir Afonso, Júlio Resende, Júlio Pomar, João Hogan, Graça Morais, Malangatana, Manuel Cargaleiro, Mário Cesariny, João Abel Manta, Antoni Tàpies, Almada Negreiros, Artur Bual, Vieira da Silva, José Rodrigues e Ângelo de Sousa.
  • MUSEU MUNICIPAL DE ARQUEOLOGIA – CORONEL ALBINO PEREIRA LOPO

 

Situado na antiga Escola Primária do Trinta, em Macedo de Cavaleiros,  este espaço conta agora mais de 5000 anos de história, pela força de diversas peças arqueológicas, reunidas em duas áreas cronológicas.

É Patrono do novo museu o Coronel Albino Pereira Lopo (1860-1933). É considerado um dos pioneiros da Arqueologia, reconhecido no país e com uma grande obra na região. Responsável pela primeira monografia de Bragança, foi também o criador do Museu Municipal daquela cidade, hoje Museu Abade de Baçal. A história viria a ignorar a importância deste homem feito Macedense por casamento, em Lamalonga.

 

  • MUSEU MUNICIPAL MARTIM GONÇALVES DE MACEDO

 

Martim Gonçalves de Macedo herói na Batalha de Aljubarrota, que pôs fim à crise de sucessão no trono Português e afastou a ambição Castelhana entre 1383 e 1385. A ele se deve a vida do Mestre de Avis. Foi o Nobre Macedense que desferiu golpe fatal no Castelhano que se preparava para fazer o mesmo ao futuro D. João I, quando este perde a sua arma de ataque.

Este Museu, localizado em Macedo de Cavaleiros, é inédito no país quer por algumas das peças que apresenta, realismo das representações, como pelo extraordinário carácter didático que apresenta, celebra a Nacionalidade Portuguesa e homenageia o feito heroico de Martim Gonçalves de Macedo na Batalha de Aljubarrota, a 14 de agosto de 1385, que viria a afirmar Portugal como um Estado independente e soberano.

 

  • MUSEU DO ABADE DE BAÇAL  

Em 1925 abre ao público sob a direção do Abade de Baçal (Padre Francisco Manuel Alves) que, após se jubilar 1935, passa a ser o seu patrono. Passa então a designar-se Museu do Abade de Baçal, em justa homenagem ao erudito transmontano, investigador e diretor até 1935, que em muito contribuiu para a consolidação e o enriquecimento das coleções do museu.

O acervo original do museu era constituído por coleções de arqueologia, numismática e pelas peças mais significativas do recheio do Paço Episcopal. Posteriormente, recebeu recolhas do Abade de Baçal e de Raul Teixeira. Ao longo dos anos o espólio do museu tem sido gradualmente enriquecido através de diversas doações, legados e aquisições, tendo particular destaque as dádivas de Abel Salazar e da família Sá Vargas na década de 1930, o legado de Guerra Junqueiro em 1950 e o de Trindade Coelho no início dos anos 1960.

Atualmente as principais coleções que integram o acervo do museu são arqueologia, epigrafia, arte sacra, ourivesaria, numismática, mobiliário, etnografia e pintura, destacando-se os quadros de José Malhoa, Abel Salazar e um conjunto de cerca de 70 desenhos de Almada Negreiros.

A exposição prolonga-se por nove salas e está estruturada em dois grandes temas: a história da região do Nordeste Transmontano e as memórias ligadas ao antigo Paço Episcopal.

PROGRAMA