VINHAIS Vinhais, concelho do distrito de Bragança, situa-se na fronteira com Espanha. Segundo alguns historiadores, o seu nome deve-se à produção de vinho, actividade principal do concelho, "terra de vinhas e vinhedos". Em 1253 D. Afonso III concede carta de foral, o qual foi outorgado por D. Manuel I em 1512, aos "hominibus de Vinaes, et suis terminis". Local estratégico de defesa e controlo fronteiriço, o castelo de Vinhais hasteou a bandeira castelhana aquando da crise de sucessão criada pela morte de D. Fernando, apoiando a invasão de D. João I de Castela, em 1384. MIRANDELA Mirandela é um concelho do distrito de Bragança, conhecido pela sua gastronomia, particularmente a alheira, umas das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal, e pelos seus jardins, onde o culto da flor e da oliveira se faz sentir em todos os espaços. Situada nas margens do rio Tua, a cidade incorpora importantes valores arquitectónicos de que são exemplo o Palácio dos Távoras, o Palácio dos Condes de Vinhais, a Porta de Santo António, a ponte velha e muitos outros símbolos relevantes na biografia do município. VILA FLOR Situado a sul do distrito de Bragança, o qual integra, o concelho de Vila Flor é considerado a capital do azeite. É a D. Dinis que deve o seu nome que, rendido à beleza da paisagem, baptiza em 1286 o antigo "Póvoa d'Além Sabor" de Vila Flor. Foi também o rei Poeta que, em 1295, mandou erguer a muralha de cinco portas, da qual actualmente apenas resta uma, o arco de D. Dinis. BRAGANÇA Capital de distrito do nordeste transmontano, Bragança é um dos municípios nacionais com maior área. As primeiras referências do povoado de Bragança surgem em 569 d.C, nas actas do Concílio de Lugo, sob a designação de Vergancia. Em 666 d.C aparece a referência de Bregancia. Mas Bragança, segundo o Elucidário de Viterbo, terá sido fundada e povoada por D. Sancho I, apontando as condições topográficas e militares como o motivo principal para a sua fundação ou engrandecimento da quinta, à qual teria sido depois mudado o nome para Bragança". VIMIOSO A vila de Vimioso, situada no extremo nordeste de Portugal, localiza-se em pleno planalto mirandês, integrando a Terra Fria transmontana. Pertencente ao distrito de Bragança, o concelho de Vimioso é atravessado por vales profundos dos rios Angueira, Maçãs e Sabor. São diversos os indícios de povoamento pré-histórico presentes no concelho, exemplificados em locais e castros, como a Atalaia, Pereiras, o castro da Batoqueira, da Terronha, entre outros. ALFANDEGA DA FÉ Terra da cereja, Alfândega da Fé, concelho do distrito de Bragança, tem na origem do seu nome a presença árabe e a reconquista cristã. Se o nome de "Alfândega" remete para os vocábulos de origem árabe iniciados por "al", já o "da Fé" pode ser associado ao processo da reconquista cristã da Península Ibérica. A origem da vila pensa-se que remonta ao século VIII e que durante a ocupação árabe seria sede administrativa importante na região. MOGADOURO Vila portuguesa do distrito de Bragança, Mogadouro detém um vasto património arquitectónico herdeiro de distintos períodos históricos. Muitas são as marcas rupestres existentes no concelho, testemunhas do período Mesolítico, bem como do Neolítico, visível nos castros. Foi paragem de celtas, onde, mais tarde, também a romanização se fez sentir. O seu foral data de 1272 e 1273 e foi atribuído por D. Afonso III. MACEDO DE CAVALEIROS Macedo de Cavaleiros é um concelho do distrito de Bragança, cuja origem da nomenclatura se deve à designação medieval de terra fértil para maçãs, "macedo", e a Martim Gonçalves de Macedo, cavaleiro que salvou D. João, Mestre de Avis, de um fim trágico. O acto heróico aconteceu em 1385, aquando da Batalha de Aljubarrota, quando D. João é atacado pelo castelhano Álvaro Gonçalves de Sandoval, ficando inanimado. É Martim Gonçalves que mata o castelhano e ergue o futuro rei do chão, tendo sido gratificado pelo monarca. MIRANDA DO DOURO Miranda do Douro situa-se na fronteira entre a província portuguesa de Trás-os-Montes e a província espanhola de Castela e Leão, localizada nas arribas do Douro e banhada também pelo rio Fresno. A fundação da vila data de 18 de Dezembro de 1286, aquando do Tratado de Alcanices, celebrado entre D. Dinis, rei de Portugal, e Fernando IV, de Leão e Castela. Dois séculos depois é elevada a cidade, em 10 de Julho de 1545, com D. João III.