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Mirandela

O concelho de Mirandela, formado por 37 freguesias, 101 aldeias e a vila de Torre de Dona Chama, bem no coração de Trás-os-Montes e Alto Douro, encontra-se a meio caminho entre Vila Real e Bragança. Também se pode afirmar que é o centro da Terra Quente Transmontana, marcado por dois vales depressionários por onde correm os rios Tuela e Rabaçal que se juntam a Norte da cidade passando a formar o rio Tua que vai desaguar ao Douro.

Estes povoados mirandelenses oferecem um variado e rico património natural, paisagístico, cultural e artístico, fruto de séculos de história – como o provam os monumentos megalíticos, castros e numerosas ruínas de fortificações da Idade do Ferro erguidas ao longo dos vales ou o surgimento, na Idade Moderna, do senhorio da Casa dos Távoras e do Solar da família Pinto Cardoso (Condes de Vinhais).

A história de Mirandela fica marcada quando a 25 de Maio de 1250, através do foral dado por El-Rei D. Afonso III é criado o Concelho de Mirandela; poucos anos depois, por Carta de transferências passada por El-Rei D. Dinis, em 2 de Setembro de 1282, a vila é transferida do lugar denominado por “Castelo Velho” para o Cabeço de S. Miguel (local onde hoje está situado o seu Centro Histórico), adquirindo um posicionamento estratégico sobre a passagem do rio. Em 1884 o concelho de Mirandela passa a ter as delimitações geográficas actuais.

Mas o seu orgulho, o seu principal recurso, além da alheira e das suas gentes, é a oliveira e o seu azeite. Vale a pena, então, partir à descoberta desta vaidade mirandelense.

Do meio da “Ponte Velha”, com os seus vinte arcos todos desiguais, nota-se logo que Mirandela é um dom do rio Tua e que abraça o rio e daí tira a beleza e o encanto.

Olhar de frente para o Palácio dos Távoras, edifício ao gosto da época – séc. XVII – e passear pelos jardins do Parque do Império para ver uma das mais belas obras da arquitectura moderna, do início da segunda metade do séc. XX, a sede do Sport Clube de Mirandela, é o preparo mais adequado para o encontro com os olivais do passado por Terras de Ledra.

Depois deste passeio de mero apetite à natureza, pelos jardins onde a oliveira está sempre presente, isolada ou de parceria com outras árvores, com roseiras agarradas ao tronco ou em pequenas manchas, siga pelo Largo do Toural e vagueie pelos bairros de S. Miguel e de Santa Luzia onde as ruelas de desníveis acentuados e a sequência de escadinhas mostram ainda uma boa parte do casco antigo da cidade. O Arco medieval – a Porta de S. António, voltada ao rio, dava serventia a quem tinha que o atravessar, utilizando a barca de passagem – é o que resta das antigas muralhas.

O Palácio dos Condes de Vinhais situado em frente ao antigo edifício dos Paços do Concelho, o antigo Hospital da Misericórdia e a Igreja anexa formam também uma praça bem desenhada, com a beleza da arquitectura senhorial transmontana. Bem perto fica outra das belas construções do princípio do séc. XX – o edifício que sempre albergou a Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses, verdadeira expressão da cultura popular.

Não deixe de visitar o mercado municipal onde se “misturam” verduras com frutas, queijos, aves de capoeira, pães, bacalhau, uvas, azeitonas em forma de alcaparras, compotas e marmeladas, assim com um sem-fim de outros alimentos. Mas, não só de pão e verduras se enche o mercado. Outras lojas oferecem produtos diversos – artesanato em estado puro. Tambores, navalhas, candeias de latão, piões, peneiras, entre outros.

 

Presidente: António Almor Branco

População: 23913 habitantes (Censos 2011 INE)

Área Geográfica: 658,97 km2

Web: www.cm-mirandela.pt